Raja Yoga
Resumindo:
O mundo acabará em 29 anos, via um coquetel de cataclismas naturais e nucleares. Todo mundo morre, a terra vira de ponta cabeça, geleiras derretem, o sertão vira mar, o mar vira sertão. Fim do mundo, fim dos tempos, fim de tudo, exatamente como aconteceu há 5000 anos atrás.
O lado positivo, por estranho que pareça, é que isso não só aconteceu há 5000 anos atrás, como acontece de 5000 em 5000 anos.
Sempre.
Como um relógio.
Como uma fita de vídeo que é vista, rebobinada e vista de novo e de novo e de novo. Eternamente.
Nós, como almas encarnadas nesse planetinha azul, não temos a obrigação de evoluir com o passar das vidas; ou melhor - temos - mas essa evolução está predestinada e segue os mesmos passos que seguiu no ciclo de existência da humanidade de 5000 anos atrás.
Ou seja, tudo que você faz ou vai fazer, você já fez.
Don’t worry.
Nada muda.
Be happy.
E ao invés de seguir pelas encarnações (caso você acredite nisso) evoluíndo até nos tornarmos seres mais espiritualizados, na verdade é o contrário.
O ciclo começa há 5000 anos atrás, na Era Dourada, onde tudo são rosas e é tão perfeito que nem pensamos que poderia ser diferente.
Aparentemente, após 1250 anos, divididos em 8 encarnações, ficamos tão acostumados com a perfeição que enjoamos e começamos a questioná-la e adentramos a Era Prateada: mais 1250 anos, dessa vez dividido em 12 encarnações, num mundo ainda bem supimpa, porém não tão indiscutivelmente maravilhoso quanto era a Era Dourada. Nos botecos da Era Prateada já podem ser ouvidos os primeiros suspiros: “Ah, lembra da de como era a Era Dourada? Não se fazem mais Eras como era a Era Dourada. Agora já era…”
E assim vamos, gradativamente esquecendo do que nos fazia perfeitos, sentindo apenas uma vaga lembrança coletiva, que nos mantém na busca espiritual.
Começamos a procurar o divino no que nos cerca: animais, natureza, figuras representativas do que lembramos ser mais perfeito, frequentemente louvando a nós mesmos em encarnações prévias das Eras Prateada e Dourada. Um dilema Freudiano elevado a enésima potência.
Isso nos traz à Era de Cobre. O Ser Supremo, que os Rajas chamam de Shivbaba, manda representantes à terra para dar uma força pra nós, pobres encarnações cobreadas. Representantes como Jesus, Alá, Buda, Mau Buchler, etc… Esses representantes espalham a palavra de Shivbaba direitinho, mas é como brincar de telefone sem fio: a mensagem vai sendo diluída e distorcida ao longo dos anos e vamos ficando cada vez mais confusos.
1250 anos disso, divididos em 21 encarnações nos trazem à Era de Ferro. São mais 1250 anos, divididos em 42 encarnações de caos total. Guerra, fome, peste, BBB, axé music, Revista Caras, Paulo Maluf e as três outras bestas do Apocalipse.
Tanto na Era de Cobre como na de Ferro, corremos por aí como galinhas decepadas até que no finalzinho da Era de Ferro, começamos a acordar pra espiritualidade, achamos Shivbaba, o mundo acaba e começa tudo de novo.
Isso, claro, é o resumão do que fui ensinado nesses 7 dias de curso de Raja Yoga. Tem mais, inclusive as técnicas para entrar em comunhão com Shivbaba, dar um tempinho no nirvana, dar nó em pingo d’água, dançar um xote de pé trocado e muito mais.
Não sei bem no que acredito e no que deixo de acreditar, mas tenho que admitir que me deixou em paz e equilibrado.
E dado a conjuntura atual dos fatos, isso já é um milagre.
Om Shanti, galera!
November 24th, 2007 at 10:33 pm
Isso quer dizer que pior do que está não fica, certo? Ufa…
December 15th, 2007 at 11:13 am
Pelo contrario. Só piora. Até que nos auto-destruimo-nos a nós mesmos, assim, enquanto pessoas, sabe?
Acaba tudo e começamos de novo; perfeitos.
Bonito, nao?
February 11th, 2008 at 4:58 pm
Encontrei este site onde se relaciona com o comentario acima.. interessante leiam!
http://www.brahmakumaris.info/forum/viewtopic.php?f=18&p=20052